sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Entenda como será a eleição na Câmara e no Senado


Foto: Lula Marques/Agência PT
Nesta sexta-feira (1º), tomam posse 513 deputados para mandatos de quatro anos e 54 senadores, dois terços do total da Câmara Alta, para passarem oito anos na Casa. Em seguida, os parlamentares vão escolher o deputado e o senador que os comandará pelos próximos dois anos. Por isso, este pode ser considerado o dia mais importante para as definições dos rumos do Brasil desde 28 de outubro do ano passado, quando houve o segundo turno das eleições presidenciais. 

Os presidentes das Casas do Congresso Nacional, a Câmara e o Senado, têm em suas mãos um poder muito grande. São eles que escolhem os itens que compõem a pauta de votação nas sessões das respectivas casas, também decidem em que ordem são apresentadas as propostas. Assim, é possível que os presidentes da Câmara e Senado, sepultem projetos e imponham retumbantes derrotas ao governo. Por exemplo, se algum presidente do Congresso for “inimigo” do chefe do Executivo,  não há reforma da Previdência ou qualquer outra. 

Na Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta a reeleição e é o franco favorito na disputa pelo comando dos deputados. O democrata tem o apoio de 16 legendas, de esquerda, centro e direita, que representam, juntas, 405 deputados. Maia tende a se reeleger ainda em primeiro turno, mesmo que um em cada três parlamentares que prometeram votar nele mude de ideia na hora de ir de votar (isso segundo aliados, mas não está fora de cogitação). 

No Senado, a Câmara Alta, o quadro é (mais) incerto. Nessa quinta (31), o senador emedebista Renan Calheiros (AL) conseguiu, por sete votos a cinco, a indicação do partido, para ser candidato, fato pelo qual concorria com Simone Tebet (MS). Os senadores optaram por ele após uma tensa reunião da bancada, que durou cerca de três horas. Na saída, Tebet negou a possibilidade de se lançar como candidata avulsa, sem o apoio oficial do MDB, como havia cogitado. “Não sou candidata de mim mesma”, declarou.

Apesar de ter vencido a disputa interna, Renan terá dificuldade para conseguir apoio dos demais senadores. A sessão para a escolha do novo presidente deve ser difícil e pode até mesmo ficar para outro dia. Há quem considere que a vitória do cacique alagoano como negativa para o Senado, pois a Casa poderia ser vista como responsável por tudo o que vier a dar errado no governo de Jair Bolsonaro (até parece que o governo precisa de ajuda pra errar).

Na Câmara, os candidatos são Fábio Ramalho (MDB-MG); JHC (PSB-AL); Ricardo Barros (PR-PR); Marcel van Hattem (Novo-RS); Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Rodrigo Maia (DEM-RJ). Já no Senado, concorrem os senadores Alvaro Dias (Pode-PR); Ângelo Coronel (PSD-BA); Davi Alcolumbre (DEM-AP); Esperidião Amin (PP-SC); Major Olímpio (PSL-SP); Renan Calheiros (MDB-AL); Reguffe (sem partido-DF), Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Para mais informações, se liga no Política Traduzida:

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