quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Poema aos tabacudos



 Aos tabacudos de má vontade


Menino lindo, criado por vó
Dos supinos inclinados às ranqueadas de lol
Tarzan dos rebocos, meio bocó
Sem trepadeira, muito menos cipó

Do bagaço broxante da cana
Faz combustível
As estelares xanas
Mostra-se inacessível

Rei dos diálogos poluídos
Quase sempre exibido
De humor descabido, na ponta do salto
Direciona o papo ao carro  
Ao físico à la Ronaldo
Ao vinho favorito
Aos feitos do mito

O Zangão da colmeia
O mais abestalhado da alcateia
Causador de crônicas cefaleias
Valente frente à vida eletrônica
De inconveniência tectônica

Ideologia anacrônica, maturidade difusa
Tão nocivo quanto o efeito estufa
Tão chato quanto o cateto da hipotenusa
Inflexível como rochas de Minecraft
Grudento ao sabor de azedos chicletes

Tabaco tabacudo
Na ponta da língua, um vaso de toalete
Tabaco tabacudo
Perfeito ao mundo, a quem sou tiete
No papel único de criado mudo

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